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A história dos jogos de blocos: de um quebra-cabeça de pentaminós ao celular

HistóriaPuzzle 20/09/2026 · 2 min de leitura · Equipe Jogali

Os jogos de blocos que caem, giram e se encaixam parecem simples, e essa simplicidade é justamente o segredo da longevidade do gênero. A história começa antes do videogame, em uma mesa de quebra-cabeças.

Os pentaminós

Um pentaminó é uma figura formada por cinco quadrados ligados pelas laterais. Existem doze formatos possíveis, e montar retângulos com eles é um passatempo matemático clássico. Foi essa família de peças que inspirou o engenheiro Alexey Pajitnov, que trabalhava em um centro de computação da Academia de Ciências da União Soviética, em Moscou.

Do quebra-cabeça ao jogo

Em 1984, Pajitnov quis transformar o quebra-cabeça em algo que rodasse no computador. Cinco quadrados dariam peças demais e uma tela cheia demais, então ele reduziu para quatro quadrados, os tetraminós, que são sete formatos. O nome do jogo, aliás, vem do prefixo grego que significa quatro. O primeiro protótipo rodou em um computador soviético e rapidamente passou de mão em mão, copiado em disquetes.

A viagem pelo mundo

O jogo saiu da União Soviética e ganhou versões para computadores pessoais e fliperamas. Mas foi na década seguinte, quando passou a vir junto com o console portátil da Nintendo, o Game Boy, em 1989, que o gênero virou fenômeno popular. Um jogo que cabe no bolso e se joga em cinco minutos era exatamente o que o aparelho pedia.

Por que o gênero não envelhece

  • Regras que se explicam em dez segundos: mover, girar, completar linhas.
  • Profundidade que dura anos: da posição de cada peça à leitura da fila, há sempre o que aprender.
  • Partidas curtas: dá para jogar entre uma tarefa e outra.
  • Feedback imediato: cada linha limpa é uma recompensa visível e sonora.

Do fliperama ao navegador

Hoje, um jogo de blocos roda em qualquer navegador, sem instalar nada. O Prisma, por exemplo, desenha o campo em um canvas, sintetiza os sons na hora e guarda seu progresso no próprio navegador. As regras são as mesmas de quarenta anos atrás; o que mudou foram o tamanho da tela e a forma de controlar, agora também com gestos.

O que vem depois

Novas variações do gênero continuam surgindo: modos de campanha com fases e metas, rankings entre amigos, efeitos visuais mais ricos. A base, porém, é a mesma ideia de Pajitnov: um quebra-cabeça que você resolve com as mãos, em tempo real.

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